Lopes-Graça em Pessoa | Recital de Canto e Piano

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NomeMuseu da Música Portuguesa - Casa Verdades de FariaMorada

Av. de Sabóia, n.º 1146
2765 -580 Estoril

FreguesiaCascais e EstorilGeolocalização38.710025,-9.405393 (abrir mapa)
Museu da Música Portuguesa - Casa Verdades de Faria
Preço
Descrição

Fernando Lopes-Graça e Fernando Pessoa são duas figuras maiores da cultura portuguesa do século XX. Mas há um encontro entre as suas obras que permanece pouco conhecido do grande público.

Entre 1936 e 1987, Lopes-Graça compôs vinte e sete canções a partir de poemas de Fernando Pessoa e dos seus heterónimos. Escritas ao longo de mais de cinco décadas, estas obras atravessam diferentes momentos do percurso estético e sociopolítico do compositor e integram a sua procura pela criação de um corpo de lied português.

Nas celebrações dos 120 anos do nascimento de Fernando Lopes-Graça, o Museu da Música Portuguesa - Casa Verdades de Faria apresenta “Lopes-Graça em Pessoa”, um recital de André Henriques (canto) e Philippe Marques (piano). O recital propõe dar vida a este extraordinário conjunto de canções, apresentando-o integralmente ao vivo, algo inédito após várias décadas da sua composição.

Um encontro entre música e poesia onde se escutam o mar, o amor, a dor e a solidão, mas também os “sensíveis movimentos da esperança e da vontade”.

Entrada livre, sujeita à lotação da sala.

Informações e reservas: 214 815 904 | mmp@cm-cascais.pt

Programa

Fernando Lopes-Graça (1906-1994)

Nove Odes de Ricardo Reis (1987)

Três Canções de Fernando Pessoa (1950)

Tomámos a Vila Depois de um Intenso Bombardeamento (1960)

Viagens na Minha Terra (1954)

R. Vaughan Williams (1872-1958)

Four Poems by Fredegond Shove (1925)

Fernando Lopes-Graça (1906-1994)

O Menino da Sua Mãe (1936)

Quatro Momentos de Álvaro de Campos (1987)

Intérpretes

André Henriques é diplomado em Canto pelo Conservatório Nacional e, como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, pelo Royal Welsh College of Music and Drama. Dos vários papéis que tem interpretado nos últimos anos, destacam-se:

  • Don Giovanni, com a Orquestra Metropolitana de Lisboa
  • Macaco (A Canção do Bandido) e Lavrador (Trilogia das Barcas), com o Teatro Nacional de São Carlos
  • Enfermeiro Peres (Rigor Mortis) e Papageno (Die Zauberflöte), no Operafest Lisboa
  • Baixo-barítono (Die Schöpfung), com a Orquestra Gulbenkian
  • Officer (The Penal Colony), no Teatro São Luiz

Em formato recital, cantou Winterreise com Nuno Vieira de Almeida e canções sobre poemas de Camões com João Paulo Santos.

Philippe Marques é diplomado pelo Conservatório Nacional e pela Escola Superior de Música de Lisboa com as mais altas classificações. Atua regularmente em algumas das mais importantes salas do país, como o Teatro São Luiz, o CCB, a Fundação Calouste Gulbenkian, o Teatro Nacional de São Carlos, o Teatro da Trindade e o Theatro Circo, entre outras. Já se apresentou também no Brasil, em França e nos EUA.

A sua discografia conta com cerca de uma dezena de CD a solo ou em grupos de música de câmara, incluindo a gravação da integral das sonatas para piano de J. D. Bomtempo. Como solista, já colaborou com várias orquestras e maestros, entre os quais Vasco Pearce de Azevedo, Tiago Oliveira e Martim Sousa Tavares. Participa regularmente em recitais transmitidos pela RTP/Antena 2.

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