Cinema à segunda Cascais - Ciclo Ficção Científica

Data
Horário[ ver detalhe ]
18h00 e 21h00
Local[ + info ]
NomeAuditório do Centro Cultural de Cascais Morada

Av. Rei Humberto II de Itália
2750-800 Cascais

FreguesiaCascais e EstorilGeolocalização38.694162,-9.421404 (abrir mapa)
Auditório do Centro Cultural de Cascais
Preço

Entrada Gratuita.

Descrição

Sendo por natureza um género “prospectivo”, dedicado a imaginar possibilidades alternativas e realidades paralelas, a Ficção Científica encontra nas potencialidades visuais do cinema um habitat natural para florescer a partir das suas raízes literárias. Com efeito, desde os seus primórdios que a FC cinematográfica tem encetado um proveitoso diálogo com os seus antepassados no domínio da literatura: considerado o primeiro filme do género, Le Voyage dans la Lune, de Méliès, ia buscar inspiração não só a Júlio Verne como a H. G. Wells, numa associação entre cineastas e escritores que perdura até hoje. Ao longo dos anos, a FC foi desenrolando vários fios narrativos pelos quais pululam robôs, extraterrestres, mutantes, naves espaciais, viagens interestelares e no tempo ou sociedades futuristas (por vezes, utópicas, mas, claro, maioritariamente distópicas).

E quase sempre como espelho dos “ares do tempo”: se o medo do nuclear e da “ameaça vermelha” da Guerra Fria encheu os ecrãs de criaturas radioactivas (formigas, tarântulas ou lagartos gigantes como o nipónico Gojira/Godzilla, “pai” de todo um subgénero, o kaiju, que fez as delícias da indústria japonesa) e de invasões alienígenas (quase invariavelmente alegorias anticomunistas, mas com espaço para esse portento de ambiguidade chamado Invasion of the Body Snatchers, de Don Siegel, para muitos uma virulenta crítica ao conformismo McCarthista), a paranóia conspirativa dos anos 1970 permeia muitos títulos essenciais como Silent Running, Soylent Green ou THX 1138, entre tantos outros.

E se desde o início o género interessou os mais reputados autores – Lang e Metropolis, mas também Kubrick (2001) e Tarkovski (Solaris e Stalker) –, a partir de certa altura, assistiu-se a uma hibridização, com a FC a “polinizar” (ou será ao contrário?) o terror, a comédia, o western ou até o filme de samurais, não poucas vezes com contornos “catastrofistas”. Dado o estado atual do mundo, não parecem faltar razões para que se continue a ouvir o célebre aviso: “Watch the skies!”



Mais informações, AQUI
Organização:  Fundação D. Luís I, com o apoio da Câmara Municipal de Cascais

Entrada gratuita.

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