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A história da Vila de Cascais é profundamente marcada, a partir de 1870, quando o rei D. Luís decide instalar-se no Palácio da Cidadela para estar perto do mar que muito amava.

A família real passa a veranear em Cascais e com eles, a aristocracia elegia também este destino como residência estival, de tal modo que a terra passou a ser Vila de Corte.

É neste contexto que se vai desenvolver a designada “arquitetura de veraneio” que, com os seus belos palacetes e chalets, vai marcar a malha urbana da vila.

Este roteiro pretende dar a conhecer, a quem percorre as ruas de Cascais, algumas das suas peças mais representativas.

Dificuldade
Moderado
Percurso
4.5 km
Tempo
90min
Map
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Mandada edificar pelos terceiros Duques de Palmela, esta casa erguida sobre o antigo baluarte de Nossa Senhora da Conceição, é a peça mais destacada da nascente arquitetura de veraneio em Cascais.
O seu projeto foi elaborado, entre 1870 e 1871, pelo arquiteto inglês Thomas Henry Wyatt que foi fortemente influenciado pelas mansões rurais inglesas neogóticas.

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Mandada construir em 1896, pelos terceiros Duques de Palmela, sobre a Praia da Conceição, este edifício com projeto de José Luís Monteiro, é inspirado nos modelos arquitetónicos dos chalets suiços.

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Edificada nos primeiros anos do século XX, para D.António Lencastre, médico da Rainha D. Amélia, a casa, de gosto italianizante, constitui um excelente exemplar da arquitetura de veraneio eclética.

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Foi erigida em 1873, junto à Capela de Nossa Senhora da Conceição dos Inocentes (séc. XVII).
O projetista, Luís Caetano Pedro d’Ávila, opta por um modelo palaciano, designado por “estilo Luís XIII”, de gosto francês.

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Casa projetada, em 1922, pelo engenheiro Gastão Benjamim Pinto para D. Nuno Miguel d’Almada Lencastre.
Esta casa, construída por cima de uma antiga linha de mosqueteria (séc. XVII), está situada num promontório sobre a pequena Praia da Rainha.
Na sua composição, ela mescla a figura do chalet, expressa no corpo destacado com telhado piramidal, com os modelos propostos por Raul Lino para a criação moderna da “casa portuguesa”. 

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Típicos de uma arquitetura de veraneio mais modesta, estes dois chalets geminados, de finais do séc. XIX, apresentam acentuados telhados de duas águas, com pequenos jardins, ladeados de muros de pedra mal aparelhada.

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Nestas duas construções, de “estilo português”, ressalta a utilização de padrões de azulejos coloridos nas fachadas, elemento decorativo de grande impacto visual e que marca a individualidade de cada casa, característica permanente da arquitetura de veraneio.

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Construção de finais do séc. XIX, localizada em frente à Igreja da Misericórdia, tem como elemento predominante a longa varanda em ferro forjado que une as duas fachadas.

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Com forte presença na malha urbana da vila, sobre o Jardim do Visconde da Luz, esta bela casa, a primeira que a família Pinto Basto teve em Cascais, é de difícil datação.
Esta apresenta elementos morfológicos nobilitantes que podem resultar de um revivalismo historicista do séc. XIX ou eventualmente de uma casa nobre anterior.

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O número 126 da R. da Bela Vista, apresenta dois corpos, um deles sugerindo uma “torre”, coroada em arco redondo e coruchéu e moldura de estuque branco.
O aspeto cenográfico da casa assenta na profusão de elementos que deliberadamente a tornam distinta, entre eles destaque para o revestimento cerâmico de cor verde.

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Residência com dois fogos, integrados numa imagem conjunta, um alongado paralelepípedo ao baixo, o corpo central ligeiramente reentrante em relação aos topos e vãos geminados de geometria simples.
Todos os alçados são revestidos com azulejos verdes e brancos.

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Com projeto de 1918, da autoria de Guilherme Gomes, esta casa miniaturista, resulta da ampliação e alteração de uma pré-existência.
Destaque para o uso de diversos padrões de azulejos que ornamentam os vãos, os tímpanos e os frisos da cimalha, bem como a cobertura do torreão.

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Estes três chalets de finais de oitocentos, representam as casas de veraneio sem intenções ostensivas de afirmação.
Relativamente discretas, integram um conjunto arquitetónico de moradias que fugiram ao modelo palaciano, ou aos arquitetos de nomeada, e compuseram a Cascais de cerca de 1900. 

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Casa de inícios do século XX, mandada construir pela família Perestrello, conjuga elementos característicos da “casa portuguesa” de matriz palaciana, com elementos decorativos neomanuelinos.

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Chalet construído não para residência individual mas com vários fogos, para aluguer. Mantem caraterísticas identificadas noutros chalets desta época, destacando-se, neste caso as varandas abauladas de ferro forjado, apoiadas em mísulas.

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Casa construída na segunda década do século XX, apresenta numa escala miniatural, a arquitetura de “estilo português”, muito influenciada pela divulgação do ideário estético de Raul Lino.
Destaque para o pequeno painel azulejar, de motivo religioso, sobre o frontão.

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Confinantes com a anterior, estas casas geminadas, projetadas por Raul Lino, nos anos 20 do séc. XX, possuem uma organização de fachadas quase miniatural, mas preenchidas com os elementos decorativos próprios de Lino: alpendres, beirais, arcarias e muros caiados.

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Moradia unifamiliar, de cerca dos anos 20 do século passado, com projeto de Norte Júnior. A sua arquitetura exterior, apresenta as linhas estéticas que nos remetem para a arquitetura de “estilo português”.

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Mandada edificar em 1897, esta residência, construída sobre projeto de Manuel Ferreira dos Santos, manifesta a clara influência dos valores da Casa Faial, na organização compósita dos vários corpos, na forte inclinação dos telhados e na cobertura integral dos alçados com pedra rústica.
A casa adquiriu o nome do seu segundo proprietário, Francisco Manuel de Mello Breyner, Conde de Ficalho e de Mafra, e um dos mais destacados Vencidos da Vida, grupo que tantas vezes se reuniu em Cascais.

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Excelente exemplar da “casa portuguesa”, edificada entre 1917 e 1920 para D. Francisco Lobo de Almeida Mello e Castro de Avillez, com projeto de Guilherme Gomes, um discípulo de Raul Lino.

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Mandada construir em 1931 por Ana Maria Burnay Aranha, esta casa de “estilo português” foi projetada por Raúl Lino.

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Moradia de veraneio da década de 20 do séc. XX. A sua arquitetura exterior, apresenta as linhas estéticas que nos remetem para a arquitetura de “estilo português”, tão divulgada por Raul Lino que em 1957, assina o projeto da capela existente nesta propriedade.

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Moradia de veraneio, edificada na década de 20 do séc. XX. Hoje profundamente alterada e transformada numa unidade hoteleira, recebeu o nome por influência do seu habitante mais ilustre, o rei Umberto II de Itália

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Tal como as anteriores, o seu estilo arquitetónico remete-nos para a “casa portuguesa”, modelo difundido por Raul Lino.
Foi projetada e construída, em 1923, pelos irmãos Gonçalo e José de Mello Breyner para Frederico Guilherme d’Orey.

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Construído próximo da falésia, junto ao farol de Santa Marta, este chalet foi habitado, em época de veraneio, por D. Carlos de Bragança, enquanto Príncipe real. 
Hoje está profundamente alterado, em consequência da sua adaptação a unidade hoteleira.

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Mandada edificar em 1902 por Jorge O’Neill, é sem qualquer dúvida a casa mais excecional de Raul Lino, realizada em Cascais.
Para além da arquitetura eclética da casa, destaque, no seu interior, para o recheio artístico da autoria de António de Oliveira Bernardes, considerado o melhor pintor de azulejos da época final de D. Pedro II e da fase áurea de D. João V.

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Projetada em 1890, pelo Conde de Arnoso, engenheiro de profissão, que a designou por “casa minhota”. É a primeira casa de “estilo português” a ser construída na vila de Cascais.
Nela se reuniram o grupo Vencidos da Vida, constituído, entre outros, pelo proprietário da casa, Eça de Queirós e Ramalho Ortigão.

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Mandado edificar por Jorge O’Neill, no início de 1900, este palacete de veraneio eclético, projetado por Francisco Vilaça, assume-se como unificador de várias linguagens arquitetónicas que lhe conferem um enorme sentido de monumentalidade.
Foi posteriormente adquirido pelos Condes de Castro Guimarães que o doou ao município de Cascais, através de testamento.

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Esta moradia, mandada construir por Henrique Sommer, em finais do séc. XIX, é o mais importante e erudito exemplo de residência privada neoclássica da vila.
Nela encontra-se instalado o Arquivo Histórico Municipal / Centro de História Local.

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Datada de 1899, este palacete tal como o seu confinante, afastam-se da retórica da arquitetura dos chalets, para adotarem uma sólida imagem urbana.
Neste edifício, valorizando a dupla fachada, a atenção do desenho concentra-se na varanda de ângulo do 2º andar, dinamizada por delicadas colunas, apoiadas nas mísulas que comunicam com os vãos de peitoril do andar inferior.

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Tal como a anterior, é também datada de 1899. Da sua arquitetura de matriz romântica, destaque para o emolduramento dos vãos que são coroados com pequenos frontões neoclássicos no andar nobre, alternadamente triangulares e em segmento de círculo.

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Edificada em 1920, com projeto de Guilherme Gomes, esta casa manifesta a permanência do gosto palaciano, reconvertido em “casa portuguesa”.

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Datado de 1896 e com projeto de António Dias da Silva, o chalet Leitão implantou-se na Av. D. Carlos (inaugurada em 1899) e faz parte do notável conjunto de edifícios que definem a silhueta ocidental da Baía de Cascais. Neste destaca-se as suas varandas com excecional estrutura em ferro.

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Edificada nos primeiros anos do séc. XX, destaca-se pelos seus magníficos painéis azulejares que compõem a fachada virada para a Baía de Cascais, com representação de São João e um conjunto de temática marítima, muito apropriado ao local.

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Localizada numa posição privilegiada na Baía de Cascais, foi edificada sobre o baluarte de Santa Catarina (Séc. XVII). O projeto de 1920 de Joaquim Norte Júnior segue o modelo do palácio português setecentista. Foi doada pelo seu encomendador, Henrique Maufroy de Seixas, à Capitania do Porto de Cascais, por testamento de 1945.

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Foi mandada construir em 1903 pelos terceiros Duques de Palmela para a oferecerem à escritora Maria Amália Vaz de Carvalho, autora da biografia do Duque de Palmela, D. Pedro de Sousa e Holstein.
De estilo marcadamente português, está alterada devido à sua adaptação a unidade hoteleira.